Contratar recolocação: todo cuidado é pouco

Autor: Darci Garçon
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25/07/06

O Grupo Diógenes é um grupo do qual participam  profissionais que atuam na área de Recursos Humanos. O grupo existe há 40 anos e é composto por executivos de alto nível, em geral, diretores, portanto, profissionais sêniores, conhecidos e respeitados nessa comunidade.

Mesmo assim, não é que um de seus integrantes caiu na armadilha de uma das arapucas que prometem emprego, cobram uma taxa e não cumprem o prometido? Isto aconteceu recentemente e, diante de tal situação, o grupo se reuniu para discutir o assunto e analisar o que poderia fazer para evitar que outros colegas e, também,  outras pessoas, fossem enganadas por essas empresas.

Qualquer um menos avisado ou mais desesperado pela situação, pode entrar nessa “fria”. Portanto, cuidado.

Vejam como é a estratégia empregada por essas consultorias. Almeida, a vitima a que nos referimos,  nos contou que a entrevista se realiza num escritório bem decorado, em endereço nobre. O candidato se depara com um discurso de que uma determinada empresa está ansiosa para preencher a posição com a sua contratação. Mas é necessário encaminhar um relatório de avaliação, com parecer da consultoria. Chega, então, o momento em que informam que a intermediação tem um custo que deverá ser suportado pelo candidato, e deverá ser pago, parte agora e o restante mediante algumas condições.

Regra geral, o que acontece é que a pessoa está fragilizada pela situação de desemprego e é convencida a assinar um contrato de prestação de serviço com a consultoria. Almeida informa que são aplicados alguns testes psicológicos e um currículo é redigido, para dar mais credibilidade ao fato.  "Feito isso, o candidato se despede e nunca mais ouve falar daquela vaga”.

Na verdade, na maioria das vezes, essa vaga nunca existiu, informa. E quando existe, há vários candidatos disputando-a, todos, descaradamente enganados pela mesma consultoria.

Vários órgão de imprensa já abordaram esse assunto e algumas dessas empresas já forma denunciadas e outras estão sendo investigadas, porém, elas abrem em outros endereços e com nova razão social. Mas com as mesmas intenções.

Diante desse quadro, os integrantes do Grupo Diógenes elaboraram uma série de "dicas" e as está divulgando, no sentido de ajudar a evitar que as pessoas se tornem  vitimas. As dicas são:

  • Procure uma empresa tradicional e séria, com trabalho comprovado ao longo do tempo. Se ela for jovem, busque referências sobre seus executivos. Em ambos os casos, faça sempre consultas pela Internet.
  • Não se deixe seduzir ou enganar por sites bem feitos, escritórios bem localizados e bem arrumados.
  • Nunca pague nada antes, mesmo sob pressão da empresa. Por exemplo, “se você não pagar,  perderá a vaga”. Prefira abrir mão da posição.
  • Peça para ler o contrato, sem pressa, antes de assiná-lo. Diga que vai mostrá-lo a um amigo, familiar ou advogado. Se a empresa não aceitar essa condição, é um forte indício de que você  será enganado.
  • Entenda quais serviços são oferecidos e analise se eles são convenientes, antes de assinar o contrato.
  • Peça à empresa que forneça nomes de usuários de seus serviços, no mínimo cinco, como referência, e consulte-os. Mesmo assim, essas pessoas podem fazer parte do esquema, por isso, desconfie de respostas programadas ou muito elogiosas.
  • Muito cuidado com abordagens sedutoras, principalmente de empresas que oferecem uma posição que é “a sua cara”. Não existe coincidência total entre o que você procura e o que o mercado oferece. Essa posição pode ser fantasma e ter sido desenhada, a partir do seu currículo.

*Formado em Pedagogia pela USP, Darci Garçon é head hunter, sócio-diretor da TAG Consultores trabalha há 40 anos em Recursos Humanos.

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