Você é um “dinossauro”?

Autor: Darci Garçon
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Se depender de terceiros, você jamais ficará sabendo, pois, esse feedback nem o seu melhor amigo lhe dará. Nem o seu chefe ao comunicar, cerimoniosamente, a sua avaliação de desempenho.

Assim, o jeito é chegar a essa conclusão sozinho. O que não é fácil, pois somos quase incapazes de perceber as nossas próprias fraquezas. Da mesma forma como também não percebemos ou ignoramos, por inércia, todas as mudanças que estão ocorrendo, diariamente, ao nosso lado.

Reflita sobre a seguinte questão: o que você tem feito para o seu desenvolvimento? Ou, que ações você empreende – por conta própria – para manter-se atualizado, melhorar e ampliar as suas competências? Que treinamento a empresa lhe deu nos últimos 12 meses? Quantas promoções você teve nos últimos 5 anos? Quantos aumentos por mérito? Você tem um projeto de carreira definido por você mesmo? O que você faz de útil nas horas de folga, nos sábados e domingos?

Essas questões, poderão ajudá-lo a auto-avaliar-se. Se não conseguir por meio delas, peça a ajuda de um colega que o conheça bem, do amigo mais próximo ou de um conselheiro que possa auxiliá-lo a listar os seus pontos fracos.

De qualquer forma, ser ou não ser um “jurássico”, passa mais por questões ligadas a atributos de personalidade do que a fatores de conhecimento e habilidades. Estes, apenas garantem o emprego por algum tempo. Já, as características de personalidade- acrescidas de competência técnica, obviamente - pesam mais fortemente na definição do sucesso ou do fracasso. Analise o quadro abaixo e procure enquadrar-se. Como você é?

Seguidor
Retraído
Acomodado
Dócil
Cauteloso
Precavido
Empreendedor
Agressivo
Ambicioso
Enérgico
Assume riscos
Inconformado

Os profissionais que se situam do lado direito, tendem a prender, permanentemente, a atenção dos seus empregadores. E se isso não ocorrer, irão incomodá-los com reivindicações até as conseguir. Sentindo-se desprestigiados, podem até demitir-se, por quase nada.

Por outro lado, os que se situam do lado esquerdo, não desagradam totalmente às empresas. Colaboradores leais, submissos, que valorizam a estabilidade e a segurança, com baixo nível de aspiração, também são bem vindos, pois cumprirão as suas obrigações, disciplinada e eficientemente, contentando-se com o que receber, sem criar problemas. É preciso reconhecer, também, que as empresas não têm condições de garantir promoção e carreira para todos os seus colaboradores.

Contudo, profissionais com estas características são os que estão mais sujeitos a acomodar-se. Com certeza, permanecerão por muito tempo no mesmo cargo e na mesma empresa. Juntando isso tudo, são os que acabarão por tornar-se obsoletos, desatualizados, fora do contexto. Olhando apenas do lado profissional, uma das conseqüências, é que terão reduzidas suas possibilidades no mercado de trabalho quando necessitarem de uma recolocação.

Suponha que você conclua que é um “dinossauro” ou esteja a caminho de sê-lo e queira mudar. Virar a mesa significa mudar de atitude. Mudar de atitude, em qualquer sentido, exige esforço e requer superação. Usando o Português claro, implica não ser preguiçoso, ter iniciativa e buscar o melhor proveito possível das horas disponíveis, destinando-as a ações proveitosas.

Antes de mais nada, é preciso estabelecer seus próprios objetivos e ter disciplina para atingi-los. Assim como, ter paciência para estudar e buscar treinamento que melhore as suas competências. Você precisa observar o colega bem sucedido e identificar que qualidades o estão promovendo. É necessário ter um networking de colegas de profissão para fazer benchmarking ou recorrer, em casos de necessidade. Agregue à sua agenda, a prática de algum esporte que o tire do sedentarismo e uma atividade comunitária ou beneficente.

Em resumo, é preciso deixar de pertencer à coluna da esquerda e marcar presença, na intensidade certa, pelas características da coluna da direita. Sem vaidade e sem arrogância. Sem perder a naturalidade.

Se for capaz disso, mãos à obra. Você tem possibilidades de não se tornar um “dinossauro” ou, se já é, de sair dessa.

DG

*Formado em Pedagogia pela USP, Darci Garçon é head hunter, sócio-diretor da TAG Consultores trabalha há 40 anos em Recursos Humanos.

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