Como está o mercado de trabalho?

Autor: Darci Garçon
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O ano está começando e você, provavelmente, definiu algumas metas para 2007, uma das quais pode estar ligada a emprego ou a carreira.

Nessa circunstância, a pergunta acima é a que nós, headhunters, costumamos receber com mais frequência. E é dificil respondê-la com precisão por que não há  pesquisas oficiais sobre o assunto que cubram todos os níveis profissionais. E as oportunidades e condições de empregabilidade estão diretamente ligadas  cargo e salário almejados.

Temos razões para acreditar que, em 2006, todos os níveis profissionaisforam afetados pelo abaixo nível de crescimento da nossa economia, com conseguente impacto sobre o desempenho das empresas e da criação de  empregos.

No que diz respeito a executivos, costumamos acompanhar  a pesquisa mensal realizada pelo escritório de Laerte Cordeiro, conhecido e confiável consultor de empresas, de São Paulo. No seu relatório de outubro, ele diz: “agosto e setembro foram meses de um mercado pouco ativos  do ponto de vista de oferta de empregos. Outubro mostrou resultados um pouco mais animadores. O fim do ano não parece muito promissor  para quem está desempregado ou insatisfeito no seu emprego atual”. Faço minhas as palavras do prof. Laerte e extendo a pouca atividade do mercado de trabalho para o ano todo.

Por outro lado, jornais noticiam que, de 1,5 milhão de vagas formais abertas neste ano, 1,4 milhão pagam no máximo, 1,5 salário minimo por mês. Isso quer dizer o seguinte: 96% das vagas abertas são pagam mais do que um salário até R$ 525,00.  O comentário óbvio é que se você estiver nesta faixa de remuneração, tem mais chances de encontrar um novo emprego.

Quais as perspectivas para 2007?  Na minha opinião, não são nada alentadoras. Por um lado, como se vê claramente, o país ainda não encontrou os caminhos ou os  projetos que agitem o crescimento. Por outro lado, as empresas näo são estimuladas a crescerem e a criarem empregos por vários motivos. Um deles, o alto custo da mão-de-obra. As empresas que registram seus funcionários pela CLT, afora salário, têm custos  adicionais que se aproximam a 100% sobre a folha de pagamento, incluindo encargos sociais, tributos diversos, beneficios, etc.

De qualquer forma, tal situação não deve desencorajar as pessoas, mesmo sabendo que contribuem com 20% do seu salário para os impostos.   Se estiver desempregado, não tem jeito: tem que correr atrás, assim mesmo. Da mesma forma, se estiver infeliz no atual emprego. Em geral, conseguem recolocação aquelas pessoas que permancecem ligadas no mercado de trabalho e que são capazes de não perder o pique, acionando a sua rede de relacionamentos, telefonando e visitandos amigos e conhecidos.

Ademais, só nos resta nos aliarmos ao professor Laerte Cordeiro: “vamos todos torcer para que a sociedade brasileira se anime, volte a investir e atividade econômica volte a crescer”.

* Formado em Pedagogia pela USP, Darci Garçon é head hunter, sócio-diretor da TAG Consultores trabalha há 40 anos em Recursos Humanos.

26/03/07

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