Como se apresentar para uma entrevista 2

Autor: Darci Garçon
Fale com o autor
www.incorporese.com.br

Na edição anterior tentamos dizer que, ao ser chamado pelo selecionador e ao entrar na sala para entrevista, a prudência é a melhor companheira. Todos os passos devem ser cuidadosos.

De fato. Você deve estender a mão para o entrevistador com um sorriso nos lábios; deve usar o tom de voz normal que, não é nem alto nem baixo de mais. Lembre-se que ele está de olho em você e irá procurar observar todas as suas reações. Não seja espalhafatoso nem faça escândalo. Não queira ser íntimo com quem você está vendo pela primeira vez. Mais um detalhe: a forma como você caminha, senta e pára, dão-lhe sinais sobre que tipo de educação você recebeu e como você se comporta.

Tranqüilidade. Este é o ponto chave da entrevista. Jamais dispare um discurso sem que nada lhe tenha sido perguntado. Espere que o entrevistador tome a iniciativa e pergunte. Tenha certeza de que você entendeu a pergunta e a responda sem rodeios, sem enfeitar, muito menos incluindo palavras sobre cujo significado você tem dúvida.

No entanto, mais importante do que isso, será a sua postura pessoal. Esta questão interessa mais do que as outras porque elas definirão a sua imagem diante de quem pode decidir sobre o seu futuro profissional. Você pode ir adiante ou pode ser dispensado a partir do que ele vai deduzir sobre você.

Por isso, vamos fazer um exercício: pegue uma folha de papel e um lápis e anote as seguintes palavras: ponderação, serenidade, energia, autoconfiança, entusiasmo, convicção, equilíbrio, segurança, confiabilidade, transparência. Este é um grupo de palavras-chave. São algumas qualidades positivas que o entrevistador gostaria de encontrar em você.

Tendo anotado essas palavras, gaste o tempo que for necessário para entender o sentido de cada uma delas. Em seguida, procure visualizar como procede as pessoas que as tem. Se você tiver dúvidas sobre o seu significado, procure conversar com alguém que possa ajudá-lo a entendê-las direitinho.

E atenção: se você não é suficientemente bom em alguma delas, trate de mudar. Será ótimo para você não só num emprego como também na convivência com sua família e com seus amigos.

*Formado em Pedagogia pela USP, Darci Garçon é head hunter, sócio-diretor da TAG Consultores trabalha há 40 anos em Recursos Humanos.

Voltar

© IntelectoRH Todos os Direitos Reservados