Como anda a sua imagem?

Autor: Darci Garçon
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Quem está à procura de um novo emprego se surpreenderá com esta informação: poucos minutos, dois ou três, são suficientes para ser considerado candidato apropriado ou ser desconsiderado num processo de seleção. Esse fato é conseqüência da forma como a pessoa se apresenta e pela primeira impressão que causa: gestos, modos, olhos, expressões faciais, energia, tom de voz. Por meio desse conjunto de fatores, as pessoas projetam a sua imagem. E a reação quase imediata do entrevistador que a está recebendo poderá ser: "este candidato é bom para o cargo" ou "não sei por que, mas não confio neste candidato".

Sem preocupação com a parte psicológica, o objetivo deste artigo é apenas fazer referência à maneira como a pessoa é vista quando está à procura de um novo emprego. A imagem é formatada ao longo da vida e está estreitamente ligada à maneira como e onde fomos educados, com que tipo de pessoas convivemos ao longo do tempo e em que circunstâncias vivemos. Importante mencionar que a impressão que queremos mostrar faz parte de um conjunto de habilidades de que dispomos e é importantíssima ferramenta de comunicação. Graças a ela, quase tudo o que conseguimos, a favor ou contra, tem a ver com o jeito como nos comportamos e somos percebidos pelos que nos cercam.

Você tem um amplo círculo de amizades? É bem recebido em todos os lugares onde se apresenta? Sente que as pessoas gostam de estar ao seu lado? Há pessoas que o procuram para ouvir sua opinião? As respostas a estas perguntas podem sinalizar como você é visto pelos outros. Se forem negativas, com certeza, alguma coisa precisará mudar na sua forma de posicionar-se.

Na vida pessoal, ou no trabalho, devemos fazer a imagem trabalhar a nosso favor. Ela deve ser uma ferramenta que ajude a expressar, com espontaneidade e honestidade, o que temos a oferecer. Ela pode, ou não, construir reputação e irradiar credibilidade, atributos fundamentais para o sucesso de qualquer um, principalmente quando se tratar de trabalho e carreira.

Mas como podemos saber qual a imagem que projetamos? Segundo Claude Levy-Leboyer, há três fontes de informação sobre as ações que influem sobre a imagem:

  • Percepção direta dos resultados do próprio comportamento. Procure observar qual é o impacto do seu relacionamento com as pessoas.
  • Feedback. Procure conseguir que pessoas maduras, de sua confiança, lhe passem informações sobre sua conduta.
  • Aprender por meio de observação do comportamento de outros. Observe como pessoas conhecidas, que obtiveram sucesso, se relacionam com os outros.

Tomar consciência dos comportamentos que deterioram a imagem e mudar não é fácil. Há detalhes que a afetam e precisam ser evitados por quem procura emprego para evitar o risco de ser descartado de imediato, como expressão de tédio, olhos baixos, desleixo, prolixidade, afoiteza, sinais de "esperteza". A primeira imagem que exibimos é tão marcante que, para confirmá-la, não é necessário nenhum esforço. Já, para desfazê-la ,é uma complicação, pois requererá tempo do interlocutor. Ele necessitará também de paciência para ouvir e perceber as qualidades e os atributos da pessoa no conteúdo do diálogo, que suavizem a primeira má impressão. É assim que as coisas acontecem nos processos de seleção.

Por Darci Garçon, diretor de Relações com os Grupos Informais da ABRH-SP

* Formado em Pedagogia pela USP, Darci Garçon é head hunter, sócio-diretor da TAG Consultores trabalha há 40 anos em Recursos Humanos.

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